Comprar dívida de banco com dinheiro público: o liberalismo de Flávio
No debate da Band, Flávio Bolsonaro propôs comprar as dívidas de famílias e empresas junto aos bancos, com mais de R$ 200 bilhões liberados no Orçamento.
terça-feira, 20 de outubro de 2026
Fontes: Banco Central, IBGE e Tesouro · dado mais recenteBC · IBGE · STN

Colunista de Economia, Revista Independência
Sônia Almeida é colunista de economia da Revista Independência. Escreve na Revista Independência sobre economia. É formada em jornalismo pela UFC, com passagens por redações em Bagé e no eixo Rio–São Paulo. Reorganizou a cobertura de dados de uma prefeitura pequena antes de virar repórter de tema nacional. Já passou pelas coberturas de cidades, educação e saúde. Gosta de explicar o que os números significam para quem paga a conta. Os textos de opinião assinados refletem as ideias de quem assina, não necessariamente as da Revista Independência.
No debate da Band, Flávio Bolsonaro propôs comprar as dívidas de famílias e empresas junto aos bancos, com mais de R$ 200 bilhões liberados no Orçamento.
Em 12 meses, a conta de juros do setor público passou de R$ 1,18 trilhão. Sem controle do gasto, nenhum Banco Central derruba a Selic de forma duradoura.
O projeto de Orçamento de 2027 chegou ao Congresso em 31 de agosto; com mais de 90% da despesa já carimbada, o debate deveria começar pelo que virou herança.
Em 12 meses até julho, o IPCA subiu 4,44%; essa perda de poder de compra não passa pelo Congresso e pesa mais sobre quem não tem como se proteger.