Anvisa proíbe tiras Accu-Chek vendidas na Amazon como falsificadas
A Anvisa proibiu venda e uso de tiras Accu-Chek anunciadas na Amazon. Para a Roche, os lotes eram destinados só a licitações públicas.

Na quinta-feira (22), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial da União (DOU) a Resolução-RE nº 4.143. O texto proíbe a venda, a distribuição, a importação, a propaganda e o uso de tiras de glicemia Accu-Chek Active anunciadas na Amazon Brasil. A agência classifica os produtos como falsificados.
A resolução foi assinada em 20 de outubro e vale desde a publicação. Ela cita dois anúncios, e não toda a linha do fabricante. A medida mostra que a fiscalização sanitária também alcança o comércio on-line.
Tiras de glicemia são fitas usadas com um aparelho para medir o açúcar no sangue. Pessoas com diabetes usam esses resultados para decidir o tratamento do dia. Um resultado errado pode levar a decisões erradas sobre a dose.
Como os anúncios foram identificados
A Roche Diabetes Care Brasil, que tem o registro do produto, encontrou os anúncios. Segundo a Anvisa, as tiras não tinham a embalagem externa original. Também traziam a inscrição em inglês “ONLY FOR GOVERNMENT TENDER”, que indica uso exclusivo em licitações do governo.
Os anúncios citados se chamam “Tiras Accu-Chek Active C/50” e “Kit Tiras Medidor Glicemia Accu-Check Active 100 Unidades”. Ambos foram oferecidos no site da Amazon Brasil.
A versão da fabricante
A Roche afirma que não há confirmação de que os produtos sejam falsificados. Segundo a empresa, os lotes eram destinados apenas a licitações públicas. Eles teriam saído desse circuito sem autorização da companhia e chegado ao varejo on-line.
A agência fala em falsificação. A fabricante fala em desvio de produtos legítimos. Este texto não tem como confirmar qual versão está correta. As reportagens consultadas também não explicam como os lotes chegaram aos anúncios.
Quem fica exposto
O risco recai sobre quem compra fora dos canais oficiais. A Roche orienta a comprar apenas em lojas oficiais de plataformas, em farmácias credenciadas e em drogarias. Também recomenda conferir se a embalagem está íntegra.
A reportagem da Agência Brasil, atualizada às 17h06 de quinta-feira, não traz manifestação da Amazon.
O que diz a Anvisa: Em comunicado publicado no site da agência em 22 de outubro, a Anvisa afirma que os produtos são falsificados e não podem ser distribuídos, importados nem usados. A resolução está publicada no Diário Oficial da União.
O que vem a seguir
A proibição já está em vigor. Quem tiver os produtos citados deve conferir a embalagem e os anúncios da resolução. O uso desses itens está proibido.
Os textos consultados não informam se há investigação sobre como os lotes saíram do circuito de licitações. Essa resposta ainda não aparece nas fontes públicas consultadas.
Como fizemos: Usamos a Resolução-RE nº 4.143 da Anvisa, publicada no DOU em 22/10/2026, o comunicado da Anvisa no gov.br do mesmo dia e a reportagem da Agência Brasil de 22/10/2026, atualizada às 17h06. Acessamos as fontes em 26/10/2026. Não conseguimos abrir o texto integral da resolução no DOU. Os números de lote aparecem com grafias diferentes entre as fontes, por isso não os publicamos. Confira a numeração na própria resolução.
Fontes
- Anvisa proíbe tiras de glicemia Accu-Check Active falsificadas — gov.br/Anvisa (22/10/2026)
- Anvisa proíbe venda de teste de glicemia Accu-Check Active na Amazon — Agência Brasil (22/10/2026)
- Anvisa proíbe venda e uso de tiras reagentes Accu-Chek Active de lotes oferecidos no site da Amazon Brasil — Atlas Público (22/10/2026)



