Nubank e Mercado Pago travam saques de cripto após instabilidade
NuCripto e Mercado Pago suspenderam depósitos, saques e transferências nesta sexta; Nubank atribui falha a fornecedor externo.

Nubank e Mercado Pago suspenderam nesta sexta-feira (6) depósitos, saques e transferências de criptoativos. Criptoativo é um ativo digital, como bitcoin ou ether, negociado em redes eletrônicas. Os avisos apareceram nos aplicativos das duas empresas durante a tarde.
A interrupção impede movimentações de entrada e saída, mas não equivale ao encerramento das contas. O Nubank disse que seus demais produtos de cripto continuam funcionando. O Mercado Pago informou que depósitos serão creditados com atraso.
O bloqueio atinge etapas diferentes
Os serviços não pararam exatamente da mesma forma. O Mercado Pago bloqueou transferências e manteve a promessa de processar depósitos depois da normalização. A NuCripto, plataforma de cripto do Nubank, tornou indisponíveis depósitos e saques.
Dois aplicativos exibem bloqueios temporários Situação informada pelas empresas em 6 de novembro de 2026
| Plataforma | Operação afetada | Informação divulgada |
|---|---|---|
| NuCripto (Nubank) | Depósitos e saques | Serviço temporariamente indisponível |
| Mercado Pago | Transferências; depósitos | Transferências suspensas e depósitos com atraso |
Fonte: comunicados exibidos nos aplicativos e reportados pela CNN Brasil.
A diferença importa para quem precisa transferir uma moeda para uma carteira própria ou para outra corretora. A carteira é o endereço digital que recebe o ativo. Enquanto o bloqueio durar, o cliente pode conseguir negociar dentro do aplicativo, mas não necessariamente retirar o saldo.
Falha externa é a explicação apresentada
O Nubank afirmou à CNN Brasil que a causa foi uma “instabilidade em um fornecedor externo de dados”. A empresa disse que a falha não compromete a segurança dos clientes e que acompanha o fornecedor antes de retomar as operações.
O Mercado Pago atribuiu a suspensão a “instabilidades no sistema” no aviso do aplicativo. A empresa não havia respondido à CNN Brasil até a publicação da reportagem. A plataforma informou, contudo, que os depósitos seriam reconhecidos com atraso.
A interrupção ocorre depois de uma semana de incidentes no mercado global. A Binance, maior corretora de criptoativos, sofreu um roubo de cerca de US$ 6 bilhões no fim de outubro, segundo a CNN. Na segunda-feira (2), o Mercado Bitcoin relatou um incidente e bloqueou depósitos e saques como medida preventiva.
Esses episódios não provam relação entre as empresas brasileiras. Eles mostram, porém, como uma falha em fornecedor ou infraestrutura pode interromper serviços de instituições diferentes. O usuário depende da custódia da plataforma enquanto não controla diretamente a chave do ativo.
O que dizem as empresas: O Nubank afirma que todos os ativos e informações seguem protegidos e que os demais produtos de cripto continuam normais. O Mercado Pago diz que trabalha para resolver a instabilidade e creditará depósitos com atraso, segundo os avisos reproduzidos pela CNN Brasil.
O que o cliente pode fazer
O cliente deve guardar o aviso exibido no aplicativo e evitar repetir a operação muitas vezes. Tentativas sucessivas podem gerar cobranças ou ordens duplicadas quando o serviço voltar. Também é preciso conferir se a transação aparece como pendente antes de abrir nova ordem.
Se o saldo não for atualizado após a retomada, o caminho é registrar protocolo no atendimento da empresa. Reclamações sobre valores e prazos devem incluir data, ativo, quantidade e identificador da transação. A rede blockchain, sistema que registra as operações, permite conferir o envio quando a transferência foi efetivada.
A situação permanece aberta até as plataformas confirmarem a normalização. Para o cliente, a lição imediata é separar risco do ativo e risco da custódia. Mesmo sem queda de preço, uma falha operacional pode adiar o acesso ao dinheiro.
Como fizemos: Consultamos os avisos reproduzidos pela CNN Brasil e as respostas atribuídas ao Nubank e ao Mercado Pago em 6 de novembro de 2026. Separamos operações internas de saques e transferências externas. Não afirmamos que houve ataque ou perda de ativos, porque as empresas não relataram isso.



