Aneel aciona bandeira verde e tira cobrança extra da luz em outubro
Depois de cinco meses de bandeira amarela, que somava R$ 1,885 a cada 100 kWh, a agência citou condições de geração favoráveis e menos uso de termelétricas.

Na sexta-feira (25), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou bandeira verde para outubro. Com isso, a conta de luz não terá cobrança extra no próximo mês. A decisão encerra cinco meses seguidos de bandeira amarela, de maio a setembro.
A bandeira amarela acrescentava R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O quilowatt-hora é a unidade que mede o consumo de energia na conta. Para uma casa que gasta 200 kWh por mês, o acréscimo era de cerca de R$ 3,77, antes dos impostos.
A amarela de setembro havia sido mantida em 28 de agosto. Agora, segundo a Aneel, citada pelo site Investidor10, o início da transição entre os períodos seco e úmido trouxe mais chuva ao Sul e ao Sudeste.
Com isso, os reservatórios das hidrelétricas se estabilizaram. O sistema elétrico pode, então, recorrer menos às usinas termelétricas, que queimam combustível e produzem energia mais cara.
Como funcionam as bandeiras
A Aneel implantou o sistema de bandeiras em 2015. Segundo a agência, ele não cria um custo novo. Apenas mostra ao consumidor, mês a mês, um custo de geração que já estava na conta, mas passava despercebido.
A lógica é direta. Quando chove pouco e é preciso ligar mais termelétricas, produzir energia fica mais caro, e a cor da bandeira muda. Quando as condições melhoram, a cobrança extra diminui ou desaparece.
São quatro patamares, definidos todo mês. Na verde, a tarifa não tem acréscimo. A amarela soma R$ 1,885 por 100 kWh. A vermelha patamar 1 acrescenta R$ 4,463, e a vermelha patamar 2, R$ 7,877, segundo a página oficial da Aneel.
Para comparar, basta usar a mesma casa de 200 kWh. Na vermelha patamar 1, o acréscimo seria de cerca de R$ 8,93 por mês. Na patamar 2, chegaria a cerca de R$ 15,75, também antes dos impostos.
Quem paga e quando muda
A cobrança vale para os consumidores atendidos pelas distribuidoras de energia. Ficam de fora os que vivem em sistemas isolados, áreas que não estão ligadas à rede elétrica nacional.
A cor é divulgada sempre no fim do mês anterior, em datas fixadas num calendário publicado pela Aneel no início do ano. O valor da bandeira aparece na conta junto com a tarifa normal e os impostos.
Para quem acompanha a inflação, a mudança também importa. A energia elétrica residencial é um dos itens do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Uma bandeira mais barata reduz a conta e tende a aliviar o índice.
O que diz a Aneel: Em nota publicada no seu portal em 25 de setembro, a agência afirmou que, “com condições de geração favoráveis, foi possível mudar da bandeira amarela para verde”. A página com os valores de cada bandeira também está no site da Aneel.
A bandeira verde não está garantida para o resto do ano. Pelo calendário da Aneel, a cor de novembro será anunciada em 30 de outubro. Até lá, a melhor forma de controlar a conta continua sendo o próprio consumo, que define a maior parte do valor pago.
Fontes
- Outubro terá bandeira verde: contas de luz sem custo extra — Aneel
- Bandeiras Tarifárias — Aneel
- Conta de luz irá à bandeira verde a partir de outubro de 2026, diz Aneel — Investidor10
- Bandeira tarifária de energia permanecerá amarela em setembro — Mercado & Consumo
- Aneel divulga calendário das bandeiras tarifárias para 2026 — Cenário Energia



