Após o segundo turno, o que observar na bolsa, no dólar e nos juros
Na segunda (26), bolsa, dólar e juros futuros podem oscilar após a eleição. Veja o que acompanhar, o que cada investimento garante e o que evitar.

Na segunda-feira (26), a bolsa de valores brasileira (B3) abre o primeiro pregão depois do segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25). Em 2022, o dia útil seguinte à votação teve dólar em queda de 2,54% e Ibovespa em alta de 1,31%. Um dia de movimento, porém, não mostra a tendência do mercado.
Este texto explica o que acompanhar nesta segunda, como o dinheiro guardado é afetado e o que evitar. Não há aqui previsão de resultado eleitoral nem de preço.
O que aconteceu em 2022
No fechamento de 31 de outubro de 2022, o dólar comercial foi vendido a R$ 5,166. O Ibovespa, principal índice da B3, que reúne as ações mais negociadas da bolsa, fechou em 116.037 pontos. Os dados são da Agência Brasil, com informações da Reuters.
Dólar e Ibovespa no primeiro pregão após o segundo turno de 2022 Fechamento de 31/10/2022: cotação do dólar comercial e pontos do Ibovespa
| Indicador | Fechamento | Variação no dia |
|---|---|---|
| Dólar comercial | R$ 5,166 | -2,54% |
| Ibovespa | 116.037 pontos | +1,31% |
Fonte: Agência Brasil e Reuters, via Economic News Brasil. Elaboração: redação.
Um pregão de 2022 não serve como regra para 2026. Ele mostra apenas o que aconteceu naquele dia, em outro cenário.
O que observar nesta segunda
A B3 negocia ações das 10h às 16h55, segundo a tabela de horários da própria bolsa para este período do ano. Por isso, o movimento principal acontece entre a abertura e o fim da tarde. Quem acompanha o dia deve olhar o fechamento, não o pico ou a queda de um minuto.
Os juros futuros também são negociados na B3. Eles mostram a taxa de juros que o mercado espera para os próximos meses e anos. Se essa expectativa muda, os contratos registram a mudança no mesmo dia.
A Selic, taxa básica de juros do país, está em 13,75% ao ano desde a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de 16 de setembro. A próxima reunião do Copom está marcada para 3 e 4 de novembro. Esse é o evento que mais pesa sobre os juros nas próximas semanas.
Toda segunda-feira, o Banco Central divulga o Boletim Focus. Ele resume a pesquisa diária com cerca de 130 instituições sobre inflação, juros e câmbio. Ele mostra as expectativas do mercado, não uma decisão do governo.
Como a eleição mexe com o seu dinheiro
Quem tem CDB, título emitido por bancos, ou LCI e LCA, títulos ligados ao crédito imobiliário e ao agronegócio, conta com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A garantia cobre até R$ 250 mil por CPF, por instituição. Fundos de investimento ficam fora dessa cobertura.
No Tesouro Direto, o preço dos títulos muda todo dia. Essa atualização se chama marcação a mercado. Os prefixados, com taxa combinada na compra, e os IPCA+, que pagam inflação mais uma taxa, oscilam mais, sobretudo os de prazo longo. O Tesouro Selic costuma variar menos.
Quem vende antes do vencimento leva o preço do dia, que pode ficar acima ou abaixo do valor investido. Quem mantém o título até o fim recebe a taxa combinada na compra, descontados impostos e custos.
O que diz o Fundo Garantidor de Créditos (FGC): Segundo o site do fundo, a garantia vale “até o valor de R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais)” por CPF ou CNPJ, por instituição. Os créditos representados por cotas de fundos de investimento não têm essa cobertura.
O que evitar
Não tome decisão com base em um pregão. Vender um título porque o preço caiu hoje pode transformar uma oscilação passageira em prejuízo. Quem pode esperar costuma ter menos motivos para vender no pior dia.
Não aposte no dólar ou na bolsa por causa de uma alta ou de uma queda. Ninguém consegue garantir a direção do movimento de curto prazo.
Desconfie de quem promete ganho certo depois da eleição. Confira as condições do produto no site do emissor ou no Tesouro Direto antes de qualquer mudança.
O que a segunda-feira mostra é o primeiro preço depois da votação. As decisões que mais pesam sobre juros e câmbio vêm depois, com o Copom de 3 e 4 de novembro e os próximos Boletins Focus. Antes de mexer no que tem guardado, confira o prazo de resgate, a garantia e a taxa do produto.
Como fizemos: Usamos o horário de negociação de ações publicado pela B3, o fechamento de 31/10/2022 do dólar e do Ibovespa segundo a Agência Brasil e a Reuters, reproduzidos pelo Economic News Brasil, a decisão do Copom de 16/09/2026 e o calendário de reuniões de 2026 publicado pela B3, com acesso em 23/10/2026. As variações de 2022 são as publicadas, sem cálculo próprio. Não localizamos fechamentos confiáveis de 29/10/2018, por isso o caso de 2018 não entrou. A página oficial do calendário do Copom não abriu nesta apuração, e a data deve ser conferida no site do Banco Central. Este texto não é recomendação de investimento.
Fontes
- Horário de negociação de ações – B3 (acesso em 23/10/2026)
- Dólar fecha em queda no primeiro pregão após eleição de Lula – Economic News Brasil, com dados da Agência Brasil e Reuters (31/10/2022)
- Copom terá 8 reuniões em 2026; veja calendário e projeção para a Selic – Bora Investir (B3)
- Copom reduz Selic para 13,75% ao ano em decisão unânime – Atlas Público
- Expectativas de Mercado (Boletim Focus) – Banco Central do Brasil (acesso em 23/10/2026)
- Fundo Garantidor de Créditos (FGC) (acesso em 23/10/2026)
- Tesouro Direto (acesso em 23/10/2026)
- Marcação a mercado – Investnews (acesso em 23/10/2026)



