Bolsa recua e dólar cai antes da decisão do Fed

Ibovespa perde 1,3% às 10h30, enquanto dólar recua 0,4%; investidores aguardam juros dos EUA e novas medidas fiscais brasileiras.

Operadores sentados diante de computadores e painéis de cotações no antigo pregão da Bolsa de São Paulo
Operadores e painéis do antigo pregão da Bolsa de Valores de São Paulo, em foto de abril de 2007.Foto: Rafael Matsunaga / Flickr / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O Ibovespa operava em queda na manhã desta quarta-feira (28), enquanto o dólar recuava antes da decisão de juros dos Estados Unidos. Por volta das 10h30, o principal índice da Bolsa brasileira estava perto de 173.413 pontos. O dólar era negociado a R$ 5,3282, baixa de cerca de 0,40%.

A comparação com o fechamento de terça-feira (27) indica perda de aproximadamente 1,31% para o Ibovespa. O índice havia terminado a sessão anterior aos 175.710,05 pontos, após recuar 0,51%. Os dados são intradiários e não representam o encerramento do pregão.

O movimento mostra direções diferentes para ações e câmbio. A moeda devolvia parte da forte alta da semana, mas as ações não acompanhavam o alívio. Os investidores avaliavam as contas públicas brasileiras e aguardavam o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.

Bolsa amplia perdas pelo terceiro pregão

Ibovespa cai 1,3%, e dólar cede 0,4% na manhã Fechamento de terça e posição por volta das 10h30 de quarta-feira

Indicador Terça-feira (27) Quarta-feira (28), 10h30 Variação
Ibovespa 175.710,05 pontos Cerca de 173.413 pontos -1,31%
Dólar comercial Perto de R$ 5,35 R$ 5,3282 -0,40%

Fontes: G1 e Portal do Agronegócio. Variação do Ibovespa calculada pela redação; cotações intradiárias.

Na segunda-feira, o Ibovespa havia caído 13,88% após o segundo turno presidencial. O dólar subiu 8,21% no mesmo dia. A sequência de oscilações fortes ajuda a explicar a cautela, mas não permite atribuir cada movimento desta quarta a um único fator.

O Fed decidirá os juros americanos no meio da tarde. A maioria dos investidores esperava manutenção da faixa atual, entre 3,75% e 4% ao ano, segundo o G1. O comunicado e a entrevista do presidente da instituição podem indicar os próximos passos.

Câmbio e ações respondem a fatores distintos

Os juros dos EUA influenciam o destino de recursos internacionais. Taxas mais altas podem tornar títulos americanos mais atraentes e pressionar moedas de países emergentes. A relação, contudo, depende das expectativas e do comportamento do dólar no exterior.

No Brasil, investidores também acompanham o compromisso do governo com a meta fiscal de 2027. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, prometeu enviar ao Congresso um projeto para buscar o centro da meta. Ele não detalhou todas as medidas que sustentarão esse objetivo.

O exterior apresentava um quadro mais favorável para ações de tecnologia. O índice Kospi, da Coreia do Sul, subiu 6,63%, e o Nikkei, do Japão, avançou 1,08%. Os ganhos seguiram resultados da fabricante de chips SK Hynix, segundo o Portal do Agronegócio.

O que diz o Ministério da Fazenda: Durigan afirmou que o governo apresentará instrumentos para deixar claro o compromisso com o centro da meta fiscal. A declaração foi publicada pelo G1 e pela Agência Brasil; o conteúdo completo das medidas ainda será enviado ao Congresso.

Pregão segue aberto após o Fed

A decisão americana será o próximo teste para o câmbio e para os juros futuros. Os números da manhã podem mudar até o fechamento, especialmente após o comunicado e a entrevista do Fed. Por isso, não devem ser lidos como resultado final da sessão.

Para quem acompanha a economia real, a diferença importa. O dólar afeta importações e receitas de exportadores, enquanto a Bolsa reflete preços de ações e condições de financiamento. Uma sessão isolada não define a trajetória do emprego ou da atividade.

Como fizemos: Comparamos o fechamento de 27/10/2026 com as cotações divulgadas para aproximadamente 10h30 de 28/10/2026. Calculamos a variação do Ibovespa a partir dos dois níveis publicados. Mantivemos a identificação de dados intradiários e não usamos valores posteriores ao horário da análise.

Fontes