FGTS: antecipação cai para três parcelas em novembro

Nascidos em novembro podem sacar até 29 de janeiro; novo teto para crédito antecipado é R$ 1.500, sem mudar o saque anual comum.

Fachada de agência da Caixa Econômica Federal em Paratinga, Bahia
Agência da Caixa Econômica Federal em Paratinga, Bahia, em janeiro de 2023.Foto: Fronteira / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Trabalhadores nascidos em novembro já podem retirar o saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A janela começou em 2 de novembro e termina em 29 de janeiro de 2027. A retirada só vale para quem aderiu a essa modalidade.

Desde 1º de novembro, também mudou o limite para antecipar saques futuros por meio de crédito. O trabalhador pode ceder no máximo três parcelas anuais, contra cinco antes. A regra não reduz o valor do saque-aniversário comum.

O teto da antecipação caiu R$ 1.000

Cada parcela antecipada deve ficar entre R$ 100 e R$ 500. Com três parcelas, o valor máximo cedido passa a ser R$ 1.500. Antes, cinco parcelas permitiam chegar a R$ 2.500.

Antecipação perde duas parcelas e até R$ 1.000 Regras para cessão de saques-aniversário futuros

Regra Até 31 de outubro Desde 1º de novembro
Número máximo de parcelas 5 3
Valor máximo por parcela R$ 500 R$ 500
Teto total das parcelas R$ 2.500 R$ 1.500

Fonte: Caixa e Resolução CCFGTS 1.130/2025. O valor recebido pelo trabalhador pode ser menor devido aos custos do crédito.

A diferença é de R$ 1.000, ou 40% do antigo teto. A Caixa também limita a contratação a uma operação por competência anual. A antecipação é empréstimo com juros e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), não um saque gratuito antecipado.

O banco desconta os custos antes de liberar o dinheiro. Assim, R$ 1.500 é o teto dos direitos cedidos, não o valor líquido garantido na conta. O trabalhador deve comparar o Custo Efetivo Total (CET), que reúne juros, impostos e outras cobranças.

Saque comum segue regra de saldo

O valor anual do saque-aniversário depende do saldo das contas do FGTS. A Caixa aplica uma alíquota e, conforme a faixa, soma uma parcela fixa. Quanto maior o saldo, menor é o percentual retirado.

Por exemplo, quem tem R$ 1.000 fica na faixa com alíquota de 40% e parcela adicional de R$ 50. O cálculo resulta em R$ 450 para o ano. A nova regra das três antecipações não altera essa conta.

A adesão também muda o direito na demissão sem justa causa. Quem escolhe o saque-aniversário não retira o saldo integral nessa situação. Mantém apenas o direito à multa de 40% paga pelo empregador, conforme as regras do FGTS.

A consulta deve ser feita no aplicativo FGTS ou em uma agência da Caixa. O trabalhador pode verificar se aderiu, o valor disponível e a conta para crédito. Não é necessário contratar antecipação para receber o saque anual.

O que diz a Caixa: Desde 1º de novembro de 2026, podem ser cedidos os direitos de até três saques anuais, com uma contratação por competência. Cada saque antecipado deve ficar entre R$ 100 e R$ 500, conforme a página oficial do programa.

Compare necessidade de caixa e custo do empréstimo

A redução do limite restringe o endividamento com o FGTS como garantia. Pode diminuir o comprometimento de recursos futuros, mas também reduz a oferta para quem precisa de dinheiro agora. A escolha exige comparar alternativas e custo, não apenas a parcela mensal.

Quem não pretende contratar crédito só precisa observar o prazo de 29 de janeiro. Quem já tem operação deve conferir no banco as condições vigentes, sem presumir que o novo limite altera contratos anteriores. O aplicativo é o canal mais direto para separar saque disponível e saldo bloqueado.

Como fizemos: Consultamos as regras da Caixa e o calendário publicado para 2026. Calculamos os tetos multiplicando parcelas por R$ 500 e a redução percentual sobre R$ 2.500. Também refizemos o exemplo oficial de saque com saldo de R$ 1.000. Não estimamos juros ou valor líquido porque dependem da instituição.

Fontes